Ora então aqui vai uma opinião não-Erasmus da Suécia!
1º conselho - não marquem voos para as 9:30 da manhã no Porto, a não ser que sejam do Porto. Porque acordar às 3 da manhã para ter tudo pronto e garantir que se está lá às 7:30 e depois serem informados que o aeroporto da Suécia está fechado porque a pista está coberta de neve e terem que ficar a jogar sudoku no ipod até às 14:30 NÃO É GIRO!!
(a ideia é ler isto muito depressa para sublinhar a ideia de revolta)
2º conselho - arranjem sapatos com pregos na sola para prevenir o festival do escorrega que acontece na Suécia. A Suécia é, no fundo, uma grande pista de gelo sob a qual os turistas (aka eu) se esforçam para não se matarem. E depois tem alguns prédios por cima, mas é no fundo uma pista de gelo gigante.
3º conselho - levem bloco de notas para apontar os palavrões em todas as línguas possíveis (aaah as maravilhas de uma residência de estudantes erasmus!)
Ok, o que é que eu posso dizer da Suécia?
- é fixe
- é limpinha
- é fria
- é fria
- quando não é fria é gelada
- os cafés têm açúcar em cubinhos com uma pinça para nos servirmos, e biscoitos gigantes acabados de fazer
- não se vêm graffs nas paredes (o que é muito estranho para quem vive na linha de Sintra)
- as suecas são muito giras
- os suecos são muito giros
- é fria
- escorrega
- os transportes chegam sempre a horas (novamente: o que é muito estranho para quem vive na linha de Sintra)
- tudo funciona à base do self-service e da confiança em ti (reforço a ideia: o que é muito estranho para quem vive na linha de Sintra)
Ou seja, a Suécia não tem nada a ver com Portugal. As pessoas são bem-educadas, os transportes são limpinhos, as filas são respeitadas, não se vê gente aos gritos na rua, podemos andar com a máquina fotográfica em punho sem ter medo de se ser xinado e ter que passar os trocos ao sócio, andamos de barco para muito lado, e está sempre a nevar!
Há muitos sítios giros para visitar. Por exemplo, podem visitar o Vazamuseet, um museu onde se encontra um navio viking resgatado inteiro do fundo do mar. As fotos relatam a visita;
Notem o aspecto civilizado das pessoas, os cães não são pitbulls e os bancos não têm escrito "1003 PV" ou "Dunia ama Enderson"

hehe. Moving on!
Entretanto fomos visitar Helsinki por 5€ (true story!), naquele que será conhecido para todo o sempre como o cruzeiro do demónio. Um navio cruzeiro de 7 andares cheio de suecos e finlandeses com nada mais para fazer que beber e roçarem-se uns nos outros é qualquer coisa que merece ser vivido... mas só uma vez. Porque depois mete nojo e se quiserem repetir a experiência, devem consultar um especialista.
Ok, Helsinki! Hooray!
E não posso despedir-me da Finlândia sem falar dos patos comedores de batatas fritas com ketchup. Se forem lá, digam-lhes olá por mim!
Podia encher este post com (mais) fotos, mas o essencial a reter é isto:
- Visitem o Luis porque ele é o melhor guia turístico da cidade que sabe tudo e mais alguma coisa sobre tudo e mais alguma coisa;
- Uma residência de Erasmus é das coisas mais geniais que pode existir. 15 pessoas por andar, cada uma com uma língua diferente, uma cultura diferente, ideias diferentes. Não sei quanto a outras residências, mas eu adorei a do Luis. As pessoas são extraordinárias, e bastou-me 10 dias para me apaixonar por todos os que vivem ali.
- O Luis sabe lavar a roupa :O e cozinhar! :O :O quem diria, quando o conheci era uma pequena criança! Faz o melhor pão de alho do universo (mas o mítico pão-de-alho à Rita não mo roubas!)
- Na Suécia a carne é muito cara, pelo que se comem muitos vegetais. Isso é excelente! Devia ser assim em todo o lado. Se 1Kg de carne custasse 60€, virava tudo vegetariano e o mundo era um sítio melhor!
- Escorrega muito na Suécia, mas é qualquer coisa especial olhar para a janela e ver nevar :)
- Há uma second-hand shop no prédio do Luis que é a melhor cena do universo. Se não tivesse o problema de peso tinha comprado metade do que estava lá.
- WE ARE THE KNIGHTS WHO SAY NIIIIIIII tem especial piada quando se está mal disposta do estômago e se está a beber Sprite pq é a unica coisa com gás que há e foi roubada a um francês qq da cozinha ao lado.
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