terça-feira, 28 de agosto de 2007

A Migração


Como já estava planeado, mudámos-nos do nosso hostel no centro da cidade (o City Lodge Hostel, para quem estiver interessado) para um na periferia, e isto aqui é lindo! Estamos num parque de campismo no meio das árvores e à beira do rio, que também tem algumas casinhas para alugar e um hostel que, basicamente, é uma casa grande (assombrada).
Para os interessados, o hostel chama-se Klubbensborg e fica perto de Mälarhöjden, um subúrbio com ar de ser zona rica. A estrada de Mälarhöjden para o parque está cheia de casas de madeira, do estilo das que se vê nos subúrbios do EUA nos filmes e é tudo muito calminho e cheio de árvores por todo o lado.
Falta agora explicar-vos a casa assombrada. O que acontece é que apesar do hostel ser uma casa com uns 4 andares cheia de quartos, nós somos as únicas pessoas lá. Isto tem a vantagem de que temos um quarto só para nós, mas também faz com que isto pareça o setting de um filme de terror foleiro. Para este efeito contribuem também as seguintes coisas:

  • Portas trancadas - os outros quartos estão trancados, portanto não sabemos o que está lá dentro. No melhor caso não há lá nada ou um grupo de suecas a fazer uma orgia, mas provavelmente há cadáveres (que poderão ou não mexer-se), fantasmas e/ou espíritos semelhantes.
  • O casal misterioso - quando estavamos na cozinha, apareceu um casal á porta a perguntar onde era a recepção, o que é normal, pois nós também confundimos esta casa com a recepção. Mas passado um bocado, vimos o casal a voltar da recepção, passar em frente da janela, ir na direcção da porta e depois ouvimos o barulho da porta a abrir. Nunca mais os vimos ou ouvimos.
  • Nomes dos quartos - os quartos aqui não têm número, têm um nome e, não sei porquê, não consigo deixar de imaginar que o Gustaf Retsius e a Emelie Retsius foram assassinados brutalmente e os seus corpos nunca encontrados.
  • As cortinas - o quarto tem umas cortinas á frente de uma porta que dá para uma varanda. Sempre que as abro estou á espera de ver o casal misterioso, com um ar mais cadavérico do que seria saudável, a olhar para mim, possívelmente com os olhos completamente brancos ou pretos e a emitir um qualquer som fantasmagórico. Outras hipóteses são o casal-fantasma Retsius, um maniaco com um cutelo na mão ou outro bicho com um ar menos alegre.
A única coisa que faz isto parecer menos um filme de terror é o facto de estarmos sozinhos, o que impossibilita o habitual banho de sangue que acompanha a luta pela sobrevivência de uma ou duas personagens mais afortunadas. De qualquer forma, durmo com o Devilstick ao lado da cama, porque uma coisa com este nome só pode ser boa para mandar qualquer demónio para o seu descanso eterno.

1 comentário:

laura disse...

Devilstick: protecção pessoal contra moxes, zombies, demónios, dores de cabeça, unha encravada e outras maleitas :D

Belo sítio...qdo é q arranjas meia-duzia de camas (sem sangue de peferência) para o pessoal?